Manifesto para a defesa dos hoteleiros independentes

lesvachesalaitdesotas   13 Agosto 2015   Comentários fechados em Manifesto para a defesa dos hoteleiros independentes
  • Français
  • English
  • Español
  • Italiano
  • Deutsch
  • Nederlands
  • Português

Hoteleiros independentes, vocês sofrem o abuso da posição dominante e das cláusulas abusivas dos principais agentes de distribuição hoteleira na Internet.
Em breve, poderão assinar contratos com os vossos distribuidores, Booking.com, Expédia, entre outros… conforme previsto pela “Lei Macron”.
Enquanto os grandes grupos hoteleiros já negociaram, os hoteleiros independentes estão sozinhos e desamparados na negociação com estas multinacionais.

A associação R.E.D. (Réservation En Direct), criada em 2013, que conhecem particularmente pelo nome da sua plataforma de reservas em direto FairBooking, está a lançar este movimento construtivo contra as cláusulas abusivas dos contratos das OTA (agências de viagens online), como a Booking, a Expédia, entre outras…
Este movimento construtivo “lesvachesalaitdesotas.org” tem como objetivo divulgar a carta da distribuição hoteleira online. Esta carta é o único texto que visa definir as chaves das relações comerciais justas e razoáveis num quadro fiel e equilibrado entre os hoteleiros e os seus intermediários de distribuição online nos canais de Internet e de mobilidade.
A carta foi redigida pelo GNI, representante dos profissionais independentes dos HCR, tendo como base as 19 práticas recomendadas pela HOTREC em 2012 (agrupamentos de sindicatos HCR ao nível da União Europeia).
Permite compreender melhor as problemáticas de cada uma das cláusulas e condições impostas pelos distribuidores e esclarecer todos os métodos de divulgação e de distribuição de hotéis pelos principais agentes de distribuição online.
Se não tiver capacidade para proibir determinadas práticas, fornece um esclarecimento sobre o que é prejudicial e inaceitável para o hotel, sobre o que é negociável, mas vantajoso, principalmente para o distribuidor, sobre o que é negociável no interesse mútuo do cliente, do hotel e do distribuidor.

Mas se esta carta defende os interesses dos hoteleiros, ela defende também a transparência das informações e dos preços disponibilizados aos internautas que utilizam estas plataformas.


A carta baseia-se nos seguintes princípios fundamentais:

  1. Quais são os pontos que desequilibram a relação entre os hotéis e os distribuidores?

A1. Não se detetou a utilização não autorizada das marcas hoteleiras para efeitos de marketing online
A2. Não se detetou a publicação não autorizada nos portais afiliados pelo hotel
A3. Não se detetou a paridade ou a igualdade de tarifas impostas
A4. Não se detetou a paridade ou a igualdade das condições impostas
A5. Não se detetou o acesso à integralidade das ofertas do hotel impostas
A6. Clareza e transparência de preços e de informações nos motores de pesquisa
A7. Não se detetou um modelo de leilão sem informações claras para o cliente
A8. Clareza e transparência nas pesquisas por critérios nos motores de pesquisa
A9. Dados autênticos dos clientes, fornecidos e controlados pelo distribuidor
A10. Não se detetou comissões sobre as taxas, nem sobre os serviços não reservados
A11. Tempo de resposta adequado para a atualização das reservas
A12. Supressão dos conteúdos do hotel em caso de suspensão ou de rescisão do contrato

  1. Sobre que outros pontos é que o GNI exige alterações?

B1. A terminologia e as normas de classificação devem estar em conformidade com a legislação
B2. As opiniões e os comentários dos clientes devem garantir ao hotel: autenticidade, fiabilidade, veracidade, legalidade dos conteúdos


Nós, signatários deste manifesto, declaramos apoiar a associação R.E.D. com o objetivo de apresentar esta carta que visa ser assinada pelo maior número de partes interessadas: hoteleiros, cadeias hoteleiras voluntárias, clubes hoteleiros, sindicatos, instituições, consumidores…

Contem connosco!

Juntos, temos a capacidade de defender o interesse individual de cada um

Juntem-se a nós em

lesvachesalaitdesotas.org

Como um hoteleiro independente não tem competência jurídica nem capacidade de influência nas negociações com cada um dos agentes de distribuição como exige a lei para o crescimento, a atividade e a igualdade de oportunidades denominada “Lei Macron”, é essencial agirmos coletivamente.

Não seria uma pena não aproveitarmos esta lei para reverter a relação de forças entre os hoteleiros e as OTA?

Pascal DROUX
Hoteleiro independente
Presidente da RED FairBooking

Signature pascal